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A Busscar, empresa joinvilense líder em carrocerias de ônibus na América Latina, passa por sérias dificuldades financeiras. Desde julho de 2009, ela mantém em licença remunerada cerca de 70% de seu quadro pessoal que hoje é de cerca de 6 mil funcionários.
Em 2004, a empresa já enfrentou uma crise, levantou-se com dinheiro do BNDES e, agora, mais uma vez se abate. Recentemente vendeu a recreativa Grenil avaliada em R$ 10 milhões por 5,5 milhões para conseguir pagar a segunda metade dos salários de outubro.
É preciso alertar que a falta de uma folha de pagamento mensal de R$ 6 milhões impactará profundamente não só na vida dos trabalhadores e suas famílias, mas também em toda economia de Joinville. Cálculos do setor metal-mecânico dão conta de que para cada posto de trabalho fechado nesse ramo, quatro empregos indiretos são cortados em cadeia. Nessa lógica, o fechamento da Busscar atingiria cerca de 24 mil pessoas e teria conseqüência direta em pequenas e médias empresas.
Esse problema é responsabilidade não apenas dos diretores da Busscar, mas também dos gestores públicos e do Sindicato dos Mecânicos de Joinville. O início da solução poderia ser a eleição livre, direta e secreta de uma Comissão de Fábrica, coordenada pelo sindicato. Essa forma de organização dos trabalhadores expandiu-se muito nos anos de 1980 e é comum em grandes empresas como a Mercedes-Benz, Scania e Ford, em São Paulo.
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